Vidros embaciados e húmidos,
Noite quente e estrelada,
Onde nos encontramos unidos
Sem sequer nos faltar nada.
Naquela noite de Verão...
Abraças-me então
E deixas-me envolvida em carinhos,
Mimos e beijinhos,
Suores e arrepios,
Naquela noite de Verão...
Sei que sou feita de feitios
E não sei se de algumas virtudes.
Mas, naquela noite de Verão,
Não quero que nada mudes
E tenho razão...
És perfeito, meu amor.
Gostas do que odeio,
Gosto do que odeias,
Mas envolvida no teu calor,
Nada mais importância parece ter...
Por ti, posso mudar, como queiras
Se até me quiseres mudar algo que não posso,
Mudarei! e serei outro ser,
Para ti e apenas para ti,
Em qualquer dia ou noite de Verão...
Esta sou eu, pura e tua,
Tentando escolher o melhor
Para mim e para ti.
E os teus olhos verão em mim ,
Simplesmente, uma miúda calada...
De outros amores já curada,
A mágoa é um medo forte
Tão forte como o cheiro das flores
Quando apresentam todas as cores.
E tento encontrar o meu suporte...
Esqueci, sim, esqueci.
Já não dói dizer nem lembrar,
Mas é diferente por ti
Que apenas te sei amar
E não sei quando estou a errar...
Coração e razão,
Opostos que só me confundem.
Abro mais o meu coração,
Mas a razão, junta-se e funde-se.
Naquela noite de Verão...
Só quero amar-te com jeito,
E não consigo me expressar...
Amo-te a torto e a direito
E o meu coração continua a teimar
Naquela noite de Verão...
E desde então
Sou porque tu és.
E desde então
És, sou e somos.
E por amor
Serei, serás e seremos.
Naquela noite de Verão...
TB*
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