Ao final do dia tudo escurece.
A oposição que de longe não separa
Encontra, por acaso simplesmente,
Desafios sem solução.
Quando uma lágrima entristece
Por algo que ninguém repara
Fecho os olhos da minha mente
E tento ouvir o coração.
Ditas palavras, sem pensar,
Sorrisos que não consegui lançar,
Estes laços que me inquietaram
E me fizeram perder a voz.
Tudo o que é sentido entre nós,
Palavras ocultas, que nunca se ditaram,
Querendo que se faça lembrar
Que nunca, nunca irá acabar.
Por vezes, sem sentido algo me chama,
Confusa e por medo, sempre sigo,
Evitando que ganhe fama
O que não conta e não consigo.
Expulso tudo dentro de mim:
Derramando toda a dor e toda a tristeza.
Não permito que assim me vejas,
Até, pelo menos, me recompor.
Acolhes-me, mesmo assim, em ti
E lá no fundo vejo a beleza
Que sinto sempre que me beijas
E me mostras o teu amor.
Perdoas-me por algo que não faz sentido
E sinto remorsos por te ter dito
"Eu em ti não confio",
Palavras que instantaneamente retiro.
Olhei-te tanto tempo sem falar
E pude viajar mais além do que simplesmente conseguia.
Agora, mais que nunca, contigo quero estar
E contigo quero ficar até chegar o fim do último dia.
Palavras mais para quê?
Penso e sinto,
Olho e observo,
Ouço e escuto,
Digo e falo,
Cheiro e saboreio,
Toco... e novamente sinto...
E não ignoro.
E em todos os sentidos tenho duas palavras,
pequenas mas profundas,
sentidas e ditas do coração entristecido,
Por ti:
"Perdoa-me"
e
"Amo-te"
<3
TB*
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