13/08/2010

Onde estás, meu amor?

Como pode ser preenchido
Um dia tão vazio?...
Pensei, talvez, poder ter recebido
Pelo menos um teu assobio.

Dá-me sinais que estás aqui
Longe mas perto, cá
Perto, mas longe, lá
Coisas de ti, sei lá...

Qualquer coisa, mesmo qualquer coisa
Que pudesse descansar a minha procura...
Imaginando e lembrando mesmo qualquer coisa
Que pudesse eu saber onde se encontra a tua frescura.

Vi alguém, mas nao a ti...
Falei com alguém, mas não contigo...
Só queria que estivesses aqui
E me abraçasses e ficasses comigo.

Aguentei pouco, desesperei,
Continuei sempre sem notícias.
A noite chegou, infelizmente, sem carícias
E com a eterna lua chorei.

O brilho das estrelas matava-me
Pois o meu interior escureceu.
E tendo-se umas às outras, entristecia-me.
E nunca mais amanheceu.

Tiraste-me o sono, não adormeci.
Pensei então em ti...
Onde estás, meu amor?
Vem tirar-me desta solidão,
Que ataca o meu coração...
Faz essa vontade, esse meu favor...


TB*

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