Vidros embaciados e húmidos,
Noite quente e estrelada,
Onde nos encontramos unidos
Sem sequer nos faltar nada.
Naquela noite de Verão...
Abraças-me então
E deixas-me envolvida em carinhos,
Mimos e beijinhos,
Suores e arrepios,
Naquela noite de Verão...
Sei que sou feita de feitios
E não sei se de algumas virtudes.
Mas, naquela noite de Verão,
Não quero que nada mudes
E tenho razão...
És perfeito, meu amor.
Gostas do que odeio,
Gosto do que odeias,
Mas envolvida no teu calor,
Nada mais importância parece ter...
Por ti, posso mudar, como queiras
Se até me quiseres mudar algo que não posso,
Mudarei! e serei outro ser,
Para ti e apenas para ti,
Em qualquer dia ou noite de Verão...
Esta sou eu, pura e tua,
Tentando escolher o melhor
Para mim e para ti.
E os teus olhos verão em mim ,
Simplesmente, uma miúda calada...
De outros amores já curada,
A mágoa é um medo forte
Tão forte como o cheiro das flores
Quando apresentam todas as cores.
E tento encontrar o meu suporte...
Esqueci, sim, esqueci.
Já não dói dizer nem lembrar,
Mas é diferente por ti
Que apenas te sei amar
E não sei quando estou a errar...
Coração e razão,
Opostos que só me confundem.
Abro mais o meu coração,
Mas a razão, junta-se e funde-se.
Naquela noite de Verão...
Só quero amar-te com jeito,
E não consigo me expressar...
Amo-te a torto e a direito
E o meu coração continua a teimar
Naquela noite de Verão...
E desde então
Sou porque tu és.
E desde então
És, sou e somos.
E por amor
Serei, serás e seremos.
Naquela noite de Verão...
TB*
17/08/2010
13/08/2010
Onde estás, meu amor?
Como pode ser preenchido
Um dia tão vazio?...
Pensei, talvez, poder ter recebido
Pelo menos um teu assobio.
Dá-me sinais que estás aqui
Longe mas perto, cá
Perto, mas longe, lá
Coisas de ti, sei lá...
Qualquer coisa, mesmo qualquer coisa
Que pudesse descansar a minha procura...
Imaginando e lembrando mesmo qualquer coisa
Que pudesse eu saber onde se encontra a tua frescura.
Vi alguém, mas nao a ti...
Falei com alguém, mas não contigo...
Só queria que estivesses aqui
E me abraçasses e ficasses comigo.
Aguentei pouco, desesperei,
Continuei sempre sem notícias.
A noite chegou, infelizmente, sem carícias
E com a eterna lua chorei.
O brilho das estrelas matava-me
Pois o meu interior escureceu.
E tendo-se umas às outras, entristecia-me.
E nunca mais amanheceu.
Tiraste-me o sono, não adormeci.
Pensei então em ti...
Onde estás, meu amor?
Vem tirar-me desta solidão,
Que ataca o meu coração...
Faz essa vontade, esse meu favor...
TB*
Um dia tão vazio?...
Pensei, talvez, poder ter recebido
Pelo menos um teu assobio.
Dá-me sinais que estás aqui
Longe mas perto, cá
Perto, mas longe, lá
Coisas de ti, sei lá...
Qualquer coisa, mesmo qualquer coisa
Que pudesse descansar a minha procura...
Imaginando e lembrando mesmo qualquer coisa
Que pudesse eu saber onde se encontra a tua frescura.
Vi alguém, mas nao a ti...
Falei com alguém, mas não contigo...
Só queria que estivesses aqui
E me abraçasses e ficasses comigo.
Aguentei pouco, desesperei,
Continuei sempre sem notícias.
A noite chegou, infelizmente, sem carícias
E com a eterna lua chorei.
O brilho das estrelas matava-me
Pois o meu interior escureceu.
E tendo-se umas às outras, entristecia-me.
E nunca mais amanheceu.
Tiraste-me o sono, não adormeci.
Pensei então em ti...
Onde estás, meu amor?
Vem tirar-me desta solidão,
Que ataca o meu coração...
Faz essa vontade, esse meu favor...
TB*
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