14/01/2013
Felicidade que não Depende de Mim
Quem eu sou, simplesmente pergunto.
Estou aqui pra que, simplesmente penso.
Faço falta a quem, simplesmente questiono-me.
Tantas vezes me deitaram abaixo, tantas vezes a vida foi injusta pra mim.
Tantas vezes já me fizeram de parva, tantas vezes eu já fugi.
Tantas vezes bati com a cabeça na parede e continuo a confiar
Continuo a perguntar o que faço aqui!
E perguntas-me se sou feliz. Sim, eu sou feliz. Mas são os outros que me dão felicidade.
E acabei de perceber que essas vezes todas que me deitaram abaixo, me fizeram de parva, tanta magoa me transmitiram… É aí que eu sou infeliz, é quando os OUTROS me atacam e sinto ódio de mim!
Porque descobri que apenas consigo ser feliz pelos outros, para me fazerem feliz.
Não consigo ser feliz sozinha, dependendo apenas de mim…
Mas a vida, e as pessoas nunca podem ser perfeitas, no mundo nem sempre há rosas lindas, muitas vezes é cheio de espinhos enormes.
E então me magoo, sem querer, quando os outros me magoam.
Quando o coraçao fala mais alto que a minha mente, entao ai tenho de agir!
Eu posso ser feliz sozinha! A felicidade tem de depender de mim e de mais ninguem…
Tem de depender da minha maneira de agir, da minha forma de pensar, no meu jeito de ser.
De mim, apenas de mim e de mais ninguem. Afinal, eu não posso fugir de mim mesma…
Fecho os meus olhos e imagino me em paz. Naquela paz tao serena, com aqueles que amo, a sermos bondosos uns com os outros, com honestidade, sinceridade e verdade.
Simplesmente puro. Sem mentira, engano, segredos.
Abro os meus olhos e tudo o que imaginei tento projetar para a realidade. Fingir que nada de mau aconteceu. Fingir que continuo naquela paz tao serena. Que nada me ataca, me ofende e me prende. Sim, sou feliz.
Mas agora esta felicidade dependeu de mim!
E a noite no meu quarto volto a fechar-me e não consigo imaginar mais, derramo lagrimas de tristeza, magoa e dor. Zango-me comigo mesma, pergunto-me “PORQUE??” sem encontrar respostas. E choro até adormecer.
Amanha será outro dia, serão outras lágrimas.
Mas as mesmas perguntas sem resposta...
TB*
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