11/05/2013
Amar-te faz-me sofrer
Quem diria que o amor fosse tão capaz de machucar. É um sentimento tão lindo, tão inocente, tão desejado... Todos gostam de ser amados mas amar é, pelo menos para mim, um desafio! Não que seja difícil, nada disso! Não controlamos o que sentimos, não mandamos no nosso coração. Eu amo porque o meu coração encontrou nele a sua metade. É tão difícil desligar-me dele, 80% dos meus pensamentos diários focam nele. O que estará a fazer neste momento, com quem estará, os momentos que já passamos, bons e maus, etc... Não consigo me desprender, e por alguma razão, amo isso. É incrível como nos perdemos na fala, na memória, assim que estamos com o nosso amor *.* E aquele batimento acelerado? Aquele friozinho na barriga? Aquele tremor de nervosismo? Aquela ansiedade? Desejo que a semana passe rápido só para ter a companhia, o abraço, o carinho. Uma sensação de segurança inexplicável, apenas quando estou com ele. Mas é um desafio por sermos tão diferentes e não pensarmos da mesma forma. Por termos interesses diferentes e não nos colocarmos no lugar do outro para entendermos o erro. Pelo simples fato de os ciúmes virem atrás assim que se ama. Tornei-me, sem me aperceber, ciumenta ao ponto de acabar por chorar e passar noites em claro apenas devido a um pormenor, diga-se. Apodera-se de mim. A insegurança é demais quando no meio de altos e baixos acabamos por desconfiar de tudo e mais alguma coisa. Fazem-se sacrifícios, desistem-se de planos para que tudo dê certo, e um dia mais tarde, parece que tudo foi em vão. Mas ainda assim continuo a amar, e talvez ainda mais! Fico perplexa pelo poder deste sentimento, que é capaz de me alterar, mudar o meu humor e os meus dias. Amadureci imenso com este amor, tornei-me mais responsável e mais forte. Mas o bom nunca vem só. Já sofri o suficiente para eu entender que é-me difícil desistir e largar tudo, pois o que sinto é demasiado profundo, pessoal e íntimo. A ligação é tão forte que seria capaz de fazer tudo por ele. Só quero que este amor dure, e que os momentos bons prevaleçam e apareçam cada vez mais. Os ruins que apareçam apenas para nos ensinar as leis da vida. E que não se repitam! Um amor nunca será perfeito, haverá sofrimento e alegria à mistura. Mas mais do que tudo, o amor tem de ser verdadeiro! TB*
06/05/2013
Desabafos
Encontro-me isolada, fechada e só. Apenas com a televisão ligada, mas em silêncio. Procuro no computador e na Internet, sem esquecer do telemóvel, algo que me distraia, alguém com quem possa falar. Simplesmente sinto um tédio por estar aqui. Com a cabeça a mil a pensar no que não deve, pensamentos esses que me quero livrar! Sinto-me presa nos meus sentimentos e acabo por desabafar comigo mesma, o que me frustra pois tudo o que digo para mim devia estar a dizer às respectivas pessoas. Perco as oportunidades e acabo por deixar passar. Zango-me com a minha maneira de ser que, embora correta, me priva dos meus direitos como jovem. Mas o rumo que a minha vida tomou e os caminhos que escolhi para seguir, ultrapassaram de todo "aquela" fase. Vejo os jovens a passarem por ela e invejo-os. Sei que ainda não é tarde para poder passar por essa fase, mas o meu consciente obriga-me a rejeitar. Não apenas por mim, penso eu. Mas estou aqui, só e pensativa, e não consigo parar de pensar. Simplesmente estou agarrada contra minha vontade a esses pensamentos. Tenho medo de cometer o erro de me decepcionar, de me iludir e prefiro ter os pés bem assentes na terra. Não que tudo seja mau, mas por vezes a vida não permite que se repita por muitos anos aquilo que se gosta de fazer e ter. E assim, prefiro evitar para mais tarde não sentir saudades. Porque sentir saudades dói. E caímos na tentação. E assim eu penso, e continuo a pensar e a dizer para mim mesma. Desabafando. TB*
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