Minha perpétua companhia,
Tu que descobres segredos
E escondes a tua voz,
Livre da verdade e da mentira.
Meu eterno companheiro,
Tu que repousas noite e dia,
Esse presente que bem mereces
Por tudo o que me ofereces:
Sons e ruídos a meus pedidos
E o profundo silêncio quando preciso,
Encaminhando-me para as palavras certas,
Vivendo eu num mundo incerto.
Meu incessante amigo, tanto esperei por ti!
O teu coração que se liga aos meus pensamentos
Trabalha o motor nas minhas letras
E envia um eco de sorrisos
Capaz de marcar momentos.
E para que sejas sempre meu sem fim,
Cuido de ti a cada três dias que cuidas de mim.
E a cicatriz marcada na minha pele
Com os cinco ciclos escuros da minha vida
Valeram a pena para que eu te agarrasse.
E o teu artificial viver confia-me uma vida nova
Que não teria se nunca te tivesse conhecido.
TB*
05/01/2010
04/01/2010
ABC para ti
Abraço! Como os nossos
Braços envolvem os nossos
Corpos com carinho. E apenas um
Doce sorriso teu já me faz feliz!
És-me essencial...Tudo
Floresce com a tua
Grandiosa presença e compreensão e trazes
Harmonia e felicidade para o mundo chegado,
Iluminando a solidão dos pensamentos que
Jamais alguém conseguiria...Nos dias de
Luar, serás sempre a
Minha lua, a minha estrela e meu cometa
Num espaço escuro e infinito... Com
Orgulho, direi a todos quem és, como um
Por-do-sol...Quando Apolo me põe feliz de dia e
Quando me deixa entristecer ao chegar a noite...
Rezo para que sejas tão feliz!...
Só a tua linda amizade consegue
Tornar tudo à minha volta mais fácil... És
Única e eterna... Esteja onde estiver,
Voas para todos os meus lados e o teu olhar sempre é um
Xadrez de palavras...talvez por isso nos comunicamos através de olhares!...
Zelo por ti Meu Anjo! Eternamente... =)
TB*
Braços envolvem os nossos
Corpos com carinho. E apenas um
Doce sorriso teu já me faz feliz!
És-me essencial...Tudo
Floresce com a tua
Grandiosa presença e compreensão e trazes
Harmonia e felicidade para o mundo chegado,
Iluminando a solidão dos pensamentos que
Jamais alguém conseguiria...Nos dias de
Luar, serás sempre a
Minha lua, a minha estrela e meu cometa
Num espaço escuro e infinito... Com
Orgulho, direi a todos quem és, como um
Por-do-sol...Quando Apolo me põe feliz de dia e
Quando me deixa entristecer ao chegar a noite...
Rezo para que sejas tão feliz!...
Só a tua linda amizade consegue
Tornar tudo à minha volta mais fácil... És
Única e eterna... Esteja onde estiver,
Voas para todos os meus lados e o teu olhar sempre é um
Xadrez de palavras...talvez por isso nos comunicamos através de olhares!...
Zelo por ti Meu Anjo! Eternamente... =)
TB*
03/01/2010
Cada onda tem o seu segredo
A manhã estava fria.
Fui à praia sentir o mar.
Antes que os meus brancos pés
Tocassem na areia macia e dourada,
Deixei-me sentar num gigantesco muro
Onde podia ver as ondas chegarem ao seu fim.
Não sei como me senti...Foi tudo tão estranho.
Conseguia ver as ondas baterem no muro,
Com todas as suas forças...
Subiam e desciam,
Anunciando que o mar ora está grande, ora está pequeno.
Mas eu queria sentir!
Num canto do enorme muro suspeitava-se uma parte molhada...
E além, um longo esporão... Com curiosidade, fui para lá.
À medida que me afastava, estranhamente
As ondas pareciam me acompanhar
Como se desejassem que eu as ajudasse...
Acompanhar-me-iam sempre
Se não fosse o cruel muro que continuamente as mata?
Talvez...
Cheguei ao local...estava mesmo molhado.
Um muro altíssimo do qual as ondas impossivelmente fogem...
Mas o que eu vi...! Doeu tanto!
Decididamente descansei o meu corpo
E consegui ouvir as ondas gritarem
Sempre que chegavam ao Destino.
Aquelas que batiam no muro tentavam escapar
E as que batiam no esporão choravam lágrimas,
Que saltavam tão alto tentando me tocar.
Aquelas ondas tão inocentes,
Presas no tanque infinito daquele Mar...
Um Mar que toma conta delas...
Um Mar que deixa, livremente,
As suas ondas bailar
Ao vento e à chuva...
À luz do sol e ao cego nevoeiro...
Sempre tão livres pelo mundo inteiro!
Sempre acompanhadas pelas suas irmãs
E sempre, por isso, sentindo-se protegidas!
Mas quando encontram a pedra ou a terra
As suas irmãs irão atrás de si
E Poseidon, poderá fazer?
Seria tarde demais...
E é impossível voltar atrás.
Sentindo-se culpadas pelas suas irmãs,
Sofrendo o mesmo, num caminho sem saída...!
Que mágoa!
Imaginando, fechei os olhos.
Pedi-lhes um conselho...
E elas me disseram:
"O nosso percurso é como a tua vida...
Nascemos, vivemos livremente num espaço limite
Mas sempre encontraremos o inevitável.
Por isso, o que acabaste de ver,
De ouvir,
De sentir
E de imaginar,
São vícios de influências que não deverás nunca
Aplicar na tua vida nem na dos teus irmãos.
Não os obrigues a nada e não os deixes no perigo...
Ama-os e chama-os à razão.
Não os deixes bater em muros,
Nem chorarem lágrimas,
Nem gritarem de dor.
Lembra-te do que viste,
Ao veres as minhas irmãs baterem no muro...
Lembra-te do que ouviste,
Quando as minhas irmãs gritaram de dor...
Lembra-te do que sentiste,
Ao tocares nas lágrimas do muro molhado.
Não quererás nunca sentir o mesmo,
Na tua vida, este sofrimento...
Mantém sempre quem amas
No fundo do teu coração".
Abri os olhos.
E envolvida pela fresca brisa,
Inspirei o ar puro que ela me oferecia.
Saltei do muro e toquei na areia.
Um arrepio tomou conta de mim
E levou-me para a areia molhada
Senti então o toque frio da espuma
Libertada pelas ondas.
Avancei ainda mais...e mais uns passos...
Voltei a fechar os olhos
Sim. Senti...
A vida delas...o grito, a dor, as lágrimas....
Lágrimas sentidas no meu rosto que eram minhas!
E com medo e amor pelos meus amigos, meus irmãos,
Olhei para o Céu como se ele me consolasse
E prometi,
No abraço entre a brisa e as ondas,
Proteger quem mais amo
E guardá-los para sempre
No meu eterno coração.
TB*
Fui à praia sentir o mar.
Antes que os meus brancos pés
Tocassem na areia macia e dourada,
Deixei-me sentar num gigantesco muro
Onde podia ver as ondas chegarem ao seu fim.
Não sei como me senti...Foi tudo tão estranho.
Conseguia ver as ondas baterem no muro,
Com todas as suas forças...
Subiam e desciam,
Anunciando que o mar ora está grande, ora está pequeno.
Mas eu queria sentir!
Num canto do enorme muro suspeitava-se uma parte molhada...
E além, um longo esporão... Com curiosidade, fui para lá.
À medida que me afastava, estranhamente
As ondas pareciam me acompanhar
Como se desejassem que eu as ajudasse...
Acompanhar-me-iam sempre
Se não fosse o cruel muro que continuamente as mata?
Talvez...
Cheguei ao local...estava mesmo molhado.
Um muro altíssimo do qual as ondas impossivelmente fogem...
Mas o que eu vi...! Doeu tanto!
Decididamente descansei o meu corpo
E consegui ouvir as ondas gritarem
Sempre que chegavam ao Destino.
Aquelas que batiam no muro tentavam escapar
E as que batiam no esporão choravam lágrimas,
Que saltavam tão alto tentando me tocar.
Aquelas ondas tão inocentes,
Presas no tanque infinito daquele Mar...
Um Mar que toma conta delas...
Um Mar que deixa, livremente,
As suas ondas bailar
Ao vento e à chuva...
À luz do sol e ao cego nevoeiro...
Sempre tão livres pelo mundo inteiro!
Sempre acompanhadas pelas suas irmãs
E sempre, por isso, sentindo-se protegidas!
Mas quando encontram a pedra ou a terra
As suas irmãs irão atrás de si
E Poseidon, poderá fazer?
Seria tarde demais...
E é impossível voltar atrás.
Sentindo-se culpadas pelas suas irmãs,
Sofrendo o mesmo, num caminho sem saída...!
Que mágoa!
Imaginando, fechei os olhos.
Pedi-lhes um conselho...
E elas me disseram:
"O nosso percurso é como a tua vida...
Nascemos, vivemos livremente num espaço limite
Mas sempre encontraremos o inevitável.
Por isso, o que acabaste de ver,
De ouvir,
De sentir
E de imaginar,
São vícios de influências que não deverás nunca
Aplicar na tua vida nem na dos teus irmãos.
Não os obrigues a nada e não os deixes no perigo...
Ama-os e chama-os à razão.
Não os deixes bater em muros,
Nem chorarem lágrimas,
Nem gritarem de dor.
Lembra-te do que viste,
Ao veres as minhas irmãs baterem no muro...
Lembra-te do que ouviste,
Quando as minhas irmãs gritaram de dor...
Lembra-te do que sentiste,
Ao tocares nas lágrimas do muro molhado.
Não quererás nunca sentir o mesmo,
Na tua vida, este sofrimento...
Mantém sempre quem amas
No fundo do teu coração".
Abri os olhos.
E envolvida pela fresca brisa,
Inspirei o ar puro que ela me oferecia.
Saltei do muro e toquei na areia.
Um arrepio tomou conta de mim
E levou-me para a areia molhada
Senti então o toque frio da espuma
Libertada pelas ondas.
Avancei ainda mais...e mais uns passos...
Voltei a fechar os olhos
Sim. Senti...
A vida delas...o grito, a dor, as lágrimas....
Lágrimas sentidas no meu rosto que eram minhas!
E com medo e amor pelos meus amigos, meus irmãos,
Olhei para o Céu como se ele me consolasse
E prometi,
No abraço entre a brisa e as ondas,
Proteger quem mais amo
E guardá-los para sempre
No meu eterno coração.
TB*
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